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sexta-feira, 17 de outubro de 2014

20 - O leproso

20 - O leproso


Mateus 8:1-4
Jesus inicia o seu ministério de curas e milagres para provar suas credenciais. Israel esperava pelo Messias, e Deus queria mostrar que Jesus era o prometido, aquele que tinha poder sobre as enfermidades, a morte e os elementos.
A primeira cura é a do leproso, o que tem grande significado para nós porque a lepra, na Bíblia, é uma figura do pecado. Nascemos pecadores, e se você quiser receber qualquer coisa de Deus deve começar pela cura de seu pecado para ser salvo.
Isso só é possível porque Jesus morreu em seu lugar para sofrer a pena que você deveria sofrer no lago de fogo por toda a eternidade. Ele substituiu você no juízo divino, ressuscitou e agora todo aquele que crê nele como Salvador recebe a vida eterna. De graça.
A lepra deixa a pessoa insensível à dor, por isso o leproso acaba se ferindo o tempo todo sem perceber. Um simples sapato apertado pode causar uma ferida grave sem que o leproso perceba, e a infecção pode levar à amputação ou até à morte por gangrena. O pecado também é assim: nos torna insensíveis e indiferentes às suas graves consequências A Bíblia diz que, com o pecado, a morte entrou na Criação e todos pecaram.
A primeira coisa que o leproso desta passagem do Evangelho de Mateus faz é se ajoelhar e adorar a Jesus. Ora, isso era algo inconcebível para um judeu, que desde criança aprendia que homem algum devia ser adorado, só Deus. Mas aquele homem, Jesus, era Deus.
Se você quer ser perdoado, quer ser purificado de seus pecados, comece reconhecendo quem Jesus realmente é: Deus manifestado em carne. Depois, faça como o leproso, peça para ele purificar você de seus pecados.
Quando o leproso pede por purificação, Jesus faz algo inconcebível na religião judaica: ele toca o leproso. No judaísmo quem tocasse um leproso era contaminado, recebia em seu corpo a lepra do enfermo.
Jesus fez isso por mim e por você na cruz. Ele não apenas nos tocou, mas recebeu sobre o seu corpo todos os nossos pecados, morreu e ressuscitou para nos purificar e justificar. Se você espera de Deus algum milagre, comece por este: reconheça-se impuro, enfermo e pecador, e peça por purificação. Reconheça que Jesus é Deus, prostre-se diante dele, confesse a ele os seus pecados, peça perdão, peça a salvação. Ele quer salvar você.
Ele irá tratar você como tratou o leproso. Mesmo que você não o veja e nem sinta qualquer coisa, você será tocado por ele. Com o servo do centurião romano foi assim. Ele não viu a Jesus, não sentiu seu toque, e mesmo assim foi curado à distância. 
É o que acontece na próxima mensagem.

19 - A Rocha

19 - A Rocha



Mateus 7:24-29
Onde você está construindo sua casa — sua vida —, na rocha ou na areia? Jesus compara aquele que lhe dá ouvido, que coloca em prática o que ele diz, ao homem prudente, que constrói sua casa sobre a rocha. E a Rocha é ele próprio, Jesus.
Muita gente acha as palavras de Jesus bonitas e motivadoras, mas quantos realmente o levam a sério? Não basta você escutar as palavras de Jesus, é preciso crer nele como Salvador e aplicar essas palavras à sua própria vida.
É comum encontrar nos lares e nas empresas uma Bíblia aberta em algum trecho bonito. Será a Palavra de Deus o alicerce de quem vive ou trabalha ali, ou é apenas um objeto de decoração? Ou, talvez, algum tipo de amuleto para espantar a má sorte e trazer prosperidade?
Quem realmente crê em Jesus irá fundamentar toda a sua vida nele e em sua Palavra. Ele é a Rocha eterna, o único terreno seguro no temporal. Construir sua vida sobre qualquer outro alicerce é ser insensato, como o que constrói sobre a areia. Quando vem o tsunami não sobra nada.
Uma construção sólida exige a sondagem do terreno, ensaios de resistência do solo e perfurações em busca da rocha onde o alicerce possa se apoiar. Você já fez esse tipo de pesquisa em sua própria vida? Você já se questionoau para saber se está construindo sua vida sobre uma base que irá permanecer no final?
Outro dia viajei ao lado de um homem muito rico. Durante o voo ele falava de negócios de milhões, e contou que tinha terminado de construir uma mansão e já tinha comprado um terreno para
construir outra maior, no ponto mais alto do condomínio. Segundo ele, precisava gastar enquanto estava vivo, pois após a morte ele não fazia ideia de onde iria estar.
Procurei dizer a ele que Deus queria que ele conhecesse o seu destino eterno, mas ele imediatamente mudou de assunto, dando a entender que não estava nem um pouco interessado. O importante para ele era viver o aqui e agora.
Não perguntei, mas tenho certeza de que, antes de embarcar naquele voo, ele conferiu a passagem mais de uma vez, verificou o número do portão de embarque e ficou atento aos avisos e chamadas para o voo Tudo isso para não perder um voo de pouco mais de uma hora. Mas quando o assunto era sua vida inteira... Quanta imprudência!
E você, já verificou se está no voo certo? Você está atento aos avisos da Palavra de Deus? Tem sua vida firmada na Rocha que é Jesus? 
Eu e você precisamos dar atenção ao que Jesus diz. Afinal, somos leprosos por natureza, como o homem da próxima mensagem.a

18 - Os falsos profetas

18 - Os falsos profetas



Mateus 7:15-23
Jesus avisa: “Cuidado com os falsos profetas. Eles vêm a vocês vestidos de peles de ovelhas, mas por dentro são lobos devoradores” (Mt 7:15). Como saber quem são? Pelos frutos. Árvores boas dão bons frutos; árvores más dão frutos ruins.
Mas cabe um alerta aqui: os lobos são sedutores. Além de vestidos em pele de ovelha eles vão querer vender para você a ideia de que seus frutos são bons. Não foi isso o que o diabo fez com Adão e Eva?
Deus tinha avisado que comer do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal era morte certa. Satanás insinuou que Deus estava escondendo deles a melhor parte. O resultado não poderia ter sido
pior: Adão e Eva foram atraídos pela cobiça dos olhos, pela cobiça da carne e pela soberba da vida.
E os lobos travestidos de ovelhas, o que oferecem? Aquilo que apela para a ganância da carne, dos olhos e do orgulho. Se você sair pelas ruas convidando pecadores a se arrependerem de seus pecados e a crerem em Jesus para receberem a vida eterna, quantas pessoas você acha que vai conseguir atrair? Mas, se sair por aí prometendo saúde física, financeira e sentimental, irá atrair uma multidão.
Jesus curou e alimentou multidões, mas o Evangelho de João diz que “muitos viram os sinais miraculosos que ele estava realizando e creram em seu nome. Mas Jesus não se confiava a eles, pois conhecia a todos” (Jo 2:23). Em outra parte ele reclamou que as pessoas iam atrás dele por causa do pão! E você, está atrás de Jesus por quê? Para ter saúde física, dinheiro e sorte no amor? Se for assim você será presa fácil dos lobos.
Para todo vigarista existe alguém com o mesmo motivo: lucro fácil. Quem compra o bilhete supostamente premiado do estelionatário não é diferente daquele que vende. “Um bilhete de um milhão e só pago mil? Eu quero!” Por causa da cobiça acaba caindo no golpe. “O pregador diz que se eu der mil a ele Deus vai me dar um milhão? Eu quero!” Percebeu a semelhança?
Antes que você caia nessa conversa, Jesus avisa que nem todo aquele que diz “Senhor, Senhor” é genuíno. Dizer que o pregador é cristão ou evangélico não garante nada. E Jesus revela que um dia dirá de pessoas que pregam, curam e expulsam demônios em nome dele que nunca as conheceu.
Mas se os próprios discípulos faziam tudo isso, como distinguir o falso do verdadeiro? Bem, Judas fazia tudo isso, mas estava de olho mesmo era no dinheiro. Por acaso é dinheiro que o pregador pede e oferece? Desconfie.
Desconfie também de você. Sim, de seus motivos. O que atrai você a Jesus? O peso de seus pecados e a preocupação com seu destino eterno? Ou será que quer uma solução mágica para conseguir uma mansão com carro importado na garagem?
Quem está de olho na eternidade vai querer uma mansão no céu, não aqui. Porque a mansão lá é eterna, construída sobre a Rocha, e as mansões daqui são passageiras, construídas sobre a areia. 

Mas este é o assunto da próxima mensagem.

17 - O caminho estreito

17 - O caminho estreito



Mateus 7:14
Jesus falou da porta estreita do acesso ao Pai, e falou também do caminho estreito, do andar com ele. Mas por que o caminho é estreito? Por acaso Deus quer restringir sua vida, restringir seus movimentos, tolher sua felicidade? Se você acha que ter um relacionamento com alguém é viver engessado, não irá querer seguir a Jesus.
Para entender isso, tire já da cabeça a ideia de que seguir a Jesus é ter no bolso uma lista de coisas proibidas e permitidas. Não é. Seguir a Jesus é ter um relacionamento estreito com ele. Olha aí a palavra “estreito”!
Que tipo de relacionamento você espera de alguém que você ama? Um relacionamento estreito, íntimo, exclusivo. Nada mais normal do que Jesus exigir que você tenha um relacionamento assim com ele.
Quando duas pessoas se amam, uma só tem olhos para a outra, só quer satisfazer a outra, vive exclusivamente para a outra. É por isso que muita gente foge de um relacionamento sério: tem medo de perder a liberdade de solteiro. Mas se você olhar ao redor verá que o mundo não está cheio de pessoas livres; o mundo está cheio de pessoas solitárias, vivendo apenas para si mesmas.
É claro que um relacionamento real acaba tendo seus próprios limites, acaba sendo um caminho estreito. Quando duas pessoas se amam e assumem um compromisso, elas abrem mão de muitas coisas. Para Jesus ter esse tipo de relacionamento com você, ele abriu mão do seu lugar no céu e veio viver, sofrer e morrer aqui por você. Você seria capaz de morrer por ele?
No pacote de um relacionamento saudável você recebe também a possibilidade de precisar engolir o que o outro diz. Tem gente que concorda com apenas algumas partes da Bíblia. Que tipo de relacionamento é esse no qual você concorda apenas com parte do que o outro diz? Neste caso, “o outro” é Deus e o que ele diz é sua Palavra, a Bíblia.
Mas você poderá argumentar que Deus também não concorda com o que você diz. Sim, é claro, ele é Deus, tem uma opinião perfeita e é esta que acabará prevalecendo no final. Mesmo assim ele tem sido paciente com você, pois conhece a natureza humana. Quantas vezes na vida você já mudou de opinião? E ainda quer discutir com o Deus eterno e imutável?
A conversão implica em aceitar a Jesus, não apenas como Salvador, mas também como Senhor, dono e diretor de sua vida. É um relacionamento sim, mas não de igual para igual. Se você acha que pode exigir isso, ainda não entendeu quem é Jesus. Você seria capaz de falar como Tomé, que ao vê-lo ressuscitado, exclamou: “Senhor meu e Deus meu” (Jo 20:28)?
Ah! Sim, eu sei que há muitos que dizem “Senhor, Senhor” e... bem este é o assunto da próxima mensagem.

16 — A porta estreita

16 — A porta estreita


Mateus 7:13
Jesus disse: “Entrem pela porta estreita, pois larga é a porta e amplo o caminho que leva à perdição, e são muitos os que entram por ela” (Mt 7:13). O que é isso? De que porta ele está falando?
Em outras passagens ele diz “eu sou a Porta” e “eu sou o caminho” (Jo 10:9; 14:6). Mas por que a porta é estreita? Porque é preciso fé, disciplina e perseverança para aqueles que já conhecem a Jesus. Para aqueles que não conhecem, a porta é estreita porque é individual. Para ter acesso a Deus você precisa passar sozinho e pela única porta: Jesus.
Não existe outra porta? Existem muitas, mas esta é a única que leva ao Pai. Jesus disse: “Ninguém vem ao Pai, a não ser por mim” (Jo 14:6). Em outro lugar diz que existe “um só mediador entre Deus e os homens: o homem Cristo Jesus” (1 Tm 2:5). Isso é claro o suficiente para você?
Mas como ele pode dizer isso? Ele pode, porque só ele morreu para levar o nosso pecado; só ele foi capaz de pagar o preço da nossa libertação. E ele ressuscitou.
Os túmulos de Buda, Maomé ou de quaisquer outros grandes líderes religiosos estão cheios de ossos. O túmulo de Jesus está vazio. Mas, é claro que a ausência de ossos não prova coisa alguma. É por isso que nem tudo é baseado em provas. Muitas coisas são baseadas em testemunhas.
A ressurreição de Jesus teve muitas testemunhas, centenas delas. Elas não viram apenas um túmulo vazio, mas conviveram com Jesus ressuscitado durante quarenta dias, antes de ele subir ao céu com um corpo de carne e ossos.
Quando você lê o jornal está acreditando no testemunho que o jornalista apresenta das coisas que ele viu ou de pessoas que ele entrevistou. Notícia é isso, o relato de pessoas que testemunharam um fato. A Bíblia não é só a Palavra de Deus, mas é também um registro de fatos.
Você estava presente quando Cristóvão Colombo descobriu a América? Se você não crer no testemunho dos historiadores, não vai passar de ano na escola. Se não crer no testemunho dos apóstolos não irá crer em Jesus. E se não crer em Jesus...
A porta é estreita e você deve passar por ela sozinho. É uma decisão individual sua. Você não será salvo por pertencer a um grupo, igreja ou religião. Você só será salvo se crer individualmente no Salvador. É algo pessoal. O fato de estar acompanhado de pessoas que foram salvas, que entraram pela porta que é Jesus, não garante nada.

Entre pela porta estreita; dê esse passo de fé, mesmo sem saber o que encontrará do outro lado. Peça a Jesus para perdoar e salvar você. Creia naquele que morreu e ressuscitou por você. Aí sim você poderá andar com Jesus, ou melhor dizendo, andar em Jesus. Sim, porque ele é o caminho, o único caminho. 

Mas este é o assunto da próxima mensagem.

15 - A oração

15 - A oração


Mateus 7:7-12
“Pe çam, e lhes será dado; bus quem, e encontrarão; batam, e a porta lhes será aberta. Pois todo o
que pede, recebe; o que busca, encontra; e àquele que bate, a porta será aberta” (Mt 7:7-8). Você crê nisto?
É claro que não, pelo menos com sua mente natural, lógica e racional, aquela que veio de fábrica. Não faz sentido, pois sua mente foi feita para funcionar neste ambiente de três dimensões e dentro dos limites de tempo e espaço. Para uma mente assim as coisas que fazem sentido são as que cabem nessas condições.
Agora imagine se você tivesse a perspectiva de Deus, que pudesse enxergar e avaliar as coisas sem as limitações de tempo e espaço; se pudesse avaliar com a perspectiva da eternidade. Se algo acontecesse hoje ou daqui a mil anos, não faria diferença.
É aí que entra a oração. Orar é falar com Deus, é discutir, perguntar, questionar, rogar; é invadir o infinito. Se você ler a Bíblia verá que tudo isso fazia parte das orações dos homens e mulheres de Deus ao longo dos séculos.
Portanto, orar é pedir e ter certeza da resposta, mas de uma resposta da perspectiva de Deus, não da nossa mente estreita. Dou um exemplo.
Moisés liderou os israelitas 40 anos pelo deserto rumo à terra prometida. Mas Deus não permitiu que Moisés entrasse na terra prometida. Só permitiu que a visse de longe antes de morrer, por razões que não vêm ao caso agora.
Aí você vem e diz: “Então que história é essa de pedir e receber, buscar e encontrar, bater e abrir? Moisés não queria entrar na terra prometida?” Sim, queria e Deus atendeu o seu desejo quase mil e quinhentos anos depois. Na passagem dos evangelhos conhecida como “A transfiguração” você vai encontrar Moisés, Elias e Jesus conversando no Monte das Oliveiras, próximo de Jerusalém, bem na terra prometida.
Percebeu? Deus respondeu a oração de Moisés do jeito de Deus, no tempo de Deus e pela perspectiva de Deus. Um pai não dá uma pedra ao filho que pede um pão, mas pode dar mais tarde ou até dar algo melhor. Às vezes crianças pequenas pedem coisas absurdas, e nem sempre convém atendê-las. E de que tamanho você acha que você é diante de Deus?
Portanto, antes de orar, antes de pedir, é preciso ter a perspectiva de Deus, e isso você recebe graças a uma famosa oração não atendida: “Pai... afasta de mim este cálice” (Mt 26:39). Se Deus tivesse atendido a oração de Jesus ninguém teria sido salvo. Ele não teria morrido na cruz, não teria levado os


seus pecados e não poderia perdoar e salvar você. Qual seria o seu destino? A morte e a condenação eterna.

Mas Jesus morreu, e agora você pode ter a salvação crendo nele. E pode ter ainda sua mente renovada para enxergar as coisas do ponto de vista da eternidade. 

Por mais curioso que possa parecer, essa mente larga e ampla você só consegue passando pela porta estreita e andando no caminho apertado, que é o assunto da próxima mensagem.

14 - Mau juízo

14 - Mau juízo


Mateus 7:1-6
“Não julguem para vocês não serem julgados ”, disse Jesus. O que quer dizer? Que os juízes devem considerar inocente todo bandido? Ou que no próximo jogo não terá mais um juiz correndo no gramado? Não é bem assim.
Por outras passagens da Bíblia você descobre que aqui Jesus condena julgarmos os motivos e intenções das pessoas; tirarmos conclusões por sua aparência, coisas assim.
Evidentemente há coisas que devemos sim julgar, como as coisas que as pessoas dizem ou fazem, especialmente quando o assunto é Deus. Para isso temos uma medida: a Bíblia, a Palavra de Deus.
Então o problema não está no julgamento, mas na viga que temos nos olhos; na incapacidade de enxergar o que é certo ou errado na hora de querer tirar o cisco do olho alheio.
Ninguém deveria querer julgar qualquer coisa sem um padrão ou medida perfeita. Se você não apelar a Deus como o padrão e medida para seu discernimento das coisas e pessoas, acabará adotando o referencial mais conveniente: você mesmo.
E é aí que você começa a julgar os outros até como forma de terapia. Você sempre vai se sentir bem se encontrar alguém pior. Sabe como é... “eu bebo, mas não roubo ”, ou “eu roubo, mas não mato ”, e por aí vai.
Como o mundo é uma grande feira de vaidade e maldade, o que não falta é gente pior do que você para se comparar. Mas o que acontece se você se comparar com Deus? O que acontece se você se


comparar com Jesus? Vai ser péssimo para o seu ego, pois estará diante da perfeição e do homem perfeito.
É por isso que Deus deixa muito claro na Bíblia que todas as pessoas são pecadoras; que todas estão muito longe do padrão, incluindo eu e você. O que fazer? Melhorar? Bem, se você for capaz de lavar carvão e enxugar gelo, pode ir tentando. Deus diz que não vai conseguir coisa alguma se não recomeçar a partir do zero, renascer, nascer de novo. Só que isso também não cabe a você.
Já viu algum recém-nascido se gabando do esforço que fez para nascer? Nem vai ver. Quem nasce não tem qualquer participação no trabalho de parto. O trabalho, a dor, o sangue, é tudo da mãe. Alguém sofreu e correu o risco de morrer para você nascer.
Para nascer de novo não é diferente. Jesus sofreu, morreu e derramou sangue para que você pudesse viver. Não uma mera vida natural, mas uma vida eterna.

Como receber isso? Oras, pedindo a Deus. Ele é bom, ele quer perdoar, ele quer salvar. Qual é o pai que se o seu filho pedir pão lhe dará uma pedra? 
A resposta a esta pergunta virá na próxima mensagem, quando falaremos de oração.

13 - Mais do que aves e lírios

13 - Mais do que aves e lírios
  

Mateus 6:25-34
“Observem as aves do céu” (Mt 6:26), disse Jesus. “Vejam como crescem os lírios do campo” (Mt 6:2 8). Você já viu um passarinho preocupado com suas ações na bolsa de valores ou um lírio na dúvida de que roupa vai vestir? Deus cuida deles, apesar de não terem sido criados à imagem e semelhança de Deus, como eu e você.
Então quer dizer que a gente pode viver livre de compromissos como vivem os pássaros e inconsequentes como crescem os lírios? Não. As comparações param aí. Tanto os lírios como os pássaros vivem para comer, beber e se multiplicarem. E você, vive para quê?
Comer, beber e fazer sexo? Você vale mais do que aves e lírios, e eu realmente não creio que Jesus tenha vindo a este mundo morrer por pardais e bromélias, por mais que sejam criações de Deus. Jesus veio morrer por mim e por você.
É claro que eu e você precisamos trabalhar para ter o que comer, beber e vestir. Desde a queda de Adão toda a terra e a criação viraram uma ruína de dar dó, e enquanto Deus não colocar ordem nisso vamos comer o pão com o suor do rosto.
Ah! Agora você vai dizer que eu cheguei ao “X” da questão, que é graças ao seu próprio esforço que você consegue ter o que tem, supre as necessidades de sua família e paga as contas do celular. Será?
Se Deus tivesse feito você nascer no deserto da Namíbia, você não seria hoje o que é, e nem teria o que tem. Portanto, é bom começar a reconhecer que, apesar de Deus não ser visto no palco de sua vida, ele atua nos bastidores. Afinal, ele é o dono do teatro, o diretor do espetáculo e aquele que tem o poder de baixar a cortina quando bem entender.
“Isso é injusto!” dirá você. “Eu quero dirigir minha vida, eu quero decidir quem sou e o que vou ser, e sou eu quem deve dizer quando devo sair de cena ”. Sim, você quer tudo isso, mas a vaga para Deus já foi preenchida. E tem mais: você não é uma ilha, e sua vida acaba influenciando a vida de muitos dentre os bilhões de habitantes do planeta.
Quer ver? Se aquele chinês que você nem conhece tiver feito alguma bobagem na hora de montar esse celular que você tem aí, ele pode falhar quando você mais precisar dele. Portanto, acostume-se com a ideia de que precisamos sim de um diretor geral — precisamos sim de Deus.
Mas a questão aqui é a preocupação com as necessidades básicas. Se você ainda não creu em Jesus para ter sua salvação garantida, comece por esta preocupação, pois não existe uma necessidade mais básica do que garantir o seu destino eterno, o seu futuro. E que futuro!
Jesus diz a você para buscar em primeiro lugar o reino de Deus e a sua justiça, e todas as outras coisas lhe serão acrescentadas. Que lugar ocupa Jesus em sua lista de prioridades? Não é a primeira? Então, neste caso é melhor você se preocupar mesmo.

Na próxima mensagem você irá aprender o que é importante julgar.
12 - Tesouros


Mateus 6:19-24
“Ninguém pode servir a dois senhores” (Mt 6:24), disse Jesus, “pois onde estiver o seu tesouro, aí
também estará o seu coração” (Mt 6:21). Onde está o seu tesouro?
Tesouro é qualquer coisa que a gente deseja mais que tudo; é a prioridade e razão de viver. Toda
pessoa tem um tesouro ou está em busca de um. Pode ser dinheiro, família, relacionamentos. Como
saber se é um tesouro? Se você achar que não pode viver sem algo, ou que só vai ser realmente feliz se
o conseguir, então esse é o seu tesouro.
Pode ser algo tão banal quanto emagrecer e melhorar de aparência. Já ouviu falar de pessoas que
morreram tentando? Algumas pessoas são capazes de qualquer coisa por um tesouro estético. Já ouviu
falar de alguém que matou ou morreu pela pessoa amada? Aquele relacionamento era o seu tesouro, a
razão de viver daquela pessoa.
Avalie os seus tesouros no longo prazo e você vai entender o que Jesus quis dizer. Daqui a cem anos
você e todas as pessoas que você conhece estarão mortas. Na melhor das hipóteses, se você tiver sido
alguém de destaque, farão um monumento seu em alguma praça para sua cabeça virar latrina de
pombo.
Quando Jesus usou a expressão “servir a dois senhores” (Mm 6:24) estava falando da relação
escravo-senhor, e eu nem preciso lhe dizer como é fácil você se tornar escravo do dinheiro, da carreira
e do sucesso. Todas essas coisas podem ser lícitas, mas Deus não quer que sejam o centro e a razão do
seu viver. Deus reivindica esse lugar para si.
A diferença é que, quando é Deus quem ocupa esse lugar, você já não é escravo, mas filho de Deus.
Todas as outras coisas são conseguidas com esforço, porém o status de filho de Deus você só consegue
quando descansa, quando entrega os pontos, quando coloca em sua vida uma daquelas faixas: “Sob
nova direção”.
Só em Deus você encontra descanso, porque Jesus fez todo o trabalho. Só em Deus você encontra
plenitude, porque... bem, porque ele é Deus! Mas de que Deus eu estou falando? Do único, de seu
Criador, daquele que não espera que você faça algo para se salvar, mas providenciou tudo para você
poder chamá-lo de Pai. O Deus que enviou o seu Filho ao mundo para morrer para sua salvação e
ressuscitar para sua justificação.
Eu não disse que alguém é capaz até de morrer por um tesouro? Por qual tesouro você acha que Jesus
deixou o céu para vir a este mundo morrer? Você! E você, qual é o seu tesouro?

Na próxima mensagem descubra quem cuida de você.

11 - Pai Nosso

11 - Pai Nosso



Mateus 6:9-15
Orar é se reconhecer fraco, incapaz e dependente de Deus. Nada disso o agrada, pois desde criança
você foi ensinado a ser independente e, quando adulto, passou a consumir livros de autoajuda. Orar é
ir contra essa tendência natural; é a negação da autossuficiência.
Jesus ensina que orar não é ficar repetindo palavras como fazem os pagãos. Não é entoar sons
hipnóticos como os mantras tibetanos ou usar de palavras mágicas ou fórmulas secretas para liberar
algum tipo de energia cósmica. A oração não é o Shazam ou Abracadabra do cristão. Orar é comungar
com Deus nossas necessidades, sentar-se ao lado dele e conversar sobre elas.
Mas por que orar se Deus sabe de antemão o que precisamos ou vamos pedir? Porque ele quer
enxergar dependência em nós e porque gosta quando conversamos com ele. Deus é bom ouvinte. Orar
é fazer o caminho inverso de Adão e Eva no Éden. Eles quiseram ser independentes de Deus,
autossuficientes e donos de seus próprios destinos. A oração nos coloca de volta em nosso devido
lugar.
Antes de ensinar a oração conhecida como “Pai Nosso” Jesus condenou a mera repetição de palavras,
portanto o “Pai Nosso” não é uma oração para ser repetida. Trata-se de um modelo de como devemos
orar. Não é “o que”, mas “o como”.
Primeiro vem o reconhecimento da posição que Deus ocupa, no céu — acima de nós — e de sua
santidade, palavra que significa separação do mal. Equivale reconhecer que os nossos interesses
particulares podem não ser os interesses de Deus, que vê o cenário todo de cima e sabe o que é melhor
para nós.
Esta é a razão da expressão “venha o teu reino” e não o contrário. Os interesses do céu devem
prevalecer sobre os da terra. Primeiro reconhecermos o que Deus é, e que ele tem a primazia. Depois
pedimos para o suprimento das necessidades físicas e de proteção, intercalados com um pedido de
perdão.
Esse perdão não é o perdão judicial de nossos pecados, que recebemos por graça e pela fé em Jesus.
Aqui é uma espécie de perdão parental. É a condição momentânea para recebermos o que pedimos. É
como se o seu pai dissesse: “Meu filho, você não vai ganhar a bicicleta enquanto não fizer as pazes
com sua irmãzinha”.
Mas como perdoar? Com o perdão de quem já foi perdoado. Aí sim, o perdão judicial, absoluto. Para
entender melhor isso, veja como o apóstolo Paulo coloca o perdão em sua Carta aos Colossenses:
“Perdoem como o Senhor lhes perdoou” (Cl 3:13). Do ponto de vista judicial, só consigo perdoar
porque fui perdoado.
Você já foi perdoado de todos os seus pecados? Esse perdão pleno e absoluto só é possível porque
Jesus morreu em seu lugar e ressuscitou para sua justificação. A primeira coisa que Deus quer lhe dar
é o perdão, portanto esta é a primeira coisa que você deve pedir, se ainda não tem a certeza de ter sido
completamente perdoado.

10 - Filho ou hipócrita?

10 - Filho ou hipócrita?



Mateus 6:1-8
O capítulo 6 de Mateus começa falando de duas coisas: da sublime relação que Deus deseja ter com
suas criaturas e da vergonhosa hipocrisia religiosa. A primeira coisa que chama a atenção é a palavra
“Pai”. Ela aparece 10 vezes nos 18 primeiros versículos do capítulo. Nunca antes um judeu tinha
chamado a Deus de “Pai”. Pode conferir. Em todo o Antigo Testamento ninguém ousaria ter tamanha
intimidade e familiaridade com Deus.
Essa relação de intimidade foi inaugurada por Jesus, que em sua condição humana era o unigênito
filho de Deus. Ele foi gerado pelo Espírito Santo, nasceu de uma virgem, e teve em José apenas seu
pai legal, não biológico.
E tem mais: no Novo Testamento Deus não é chamado apenas de Pai. Pouco antes de morrer, quando
Jesus orava em agonia, o Evangelho de Marcos diz que ele se dirigiu a Deus com a palavra “Aba”
que, em aramaico, quer dizer algo como “Papai”. E nas cartas dos apóstolos você aprende que todo
aquele que crê em Jesus pode agora chamar a Deus de “Pai”.
Deus estende essa relação de intimidade e parentesco a todo aquele que recebe a Jesus, e apenas a
esses. Ouça com atenção o que diz o primeiro capítulo do Evangelho de João a respeito de Jesus:
“Veio para o que era seu, mas os seus não o receberam. Contudo, aos que o receberam, aos que
creram em seu nome, deu-lhes o direito de se tornarem filhos de Deus, os quais não nasceram por
descendência natural, nem pela vontade da carne nem pela vontade de algum homem, mas nasceram
de Deus” (Jo 1:11-13). Você é filho de Deus? Já nasceu de novo? Já creu em Jesus?
Agora vem o contraste: Jesus expõe a hipocrisia do homem religioso, que dá esmolas e faz orações
para ser visto e elogiado pelos homens. Segundo Jesus, esse já recebeu sua recompensa. Qual? Oras,
ser visto e louvado pelos homens. O que ele está dizendo é que alguém assim deve se dar por satisfeito
por receber o que procurava. Nada mais.
Esmolas e orações são coisas tão boas quanto as muitas árvores frutíferas que Deus plantou no Jardim
do Éden para Adão e Eva se alimentarem. O que aconteceu? Eles comeram da única árvore que Deus
ordenou que não comessem. Foi a origem do pecado, da rebelião do ser humano contra o Criador.
Quando viram o erro que cometeram, tentaram se esconder de Deus entre as árvores do pomar. O
homem religioso é assim: tenta se esconder de Deus entre as próprias coisas que Deus aprova, como
esmolas e orações. Tenta disfarçar, fingir, encobrir seu pecado. O nome disso? Hipocrisia.
Cristo Jesus veio ao mundo salvar pecadores, e são pecadores que Deus procura: pecadores! Se você
continuar se escondendo atrás de sua religião, de suas boas obras e orações para parecer que não é um
pecador, como espera ser encontrado e salvo por aquele que busca por pecadores?
Vamos lá, se exponha, se abra, escancare seu coração para Deus, confesse a ele quem você realmente
é e creia em Jesus como seu Senhor e Salvador. Só falta isso para você ser chamado de filho de Deus e
poder olhar para Deus e dizer: “Pai”. Como Jesus ensinará você a fazer nos próximos 3 minutos.

9 -Você não conhece nem metade

9 -Você não conhece nem metade



Mateus 5:17-26
Jesus não veio abolir a lei, mas veio cumpri-la. De que lei você está falando? Deus deu a Moisés os
dez mandamentos e mais de seiscentos preceitos que compõem a lei de Deus. Você os encontra
principalmente nos cinco primeiros livros da Bíblia.
As pessoas deviam cumprir todos os mandamentos, mas alguns logo perceberam que não seria possível.
Ainda que você não mate, não roube ou não cometa adultério, há um mandamento que diz: “Não
cobiçarás” (Êx 20:17; Rm 7:7).
Ora, a cobiça acontece na mente, no coração, antes mesmo de você partir para a ação. E é disso que
Jesus está falando aqui. A lei dizia “Não matarás” (Êx 20:13), mas Jesus diz que basta sentir raiva de
alguém para isso valer como homicídio. A lei dizia “Não adulterarás” (Êx 20:14), mas Jesus diz que
basta cobiçar uma mulher para você ser culpado de adultério.
Bem, se você é daqueles que leem o sermão da montanha e acham tudo lindo, provavelmente não
entendeu o que diz ali. Você está lendo sua sentença de morte. Ou vai querer dizer que nunca sentiu
raiva de alguém, nunca adulterou em pensamento, nunca mentiu...
Então está todo mundo perdido? Exatamente, e é isso que o apóstolo Paulo explica em sua Carta aos
Romanos. Deus deu a lei como um cala-boca, uma forma de mostrar que todos são pecadores, todos
são transgressores, todos réus culpados aguardando a pena.
Mas tem um problema aí. A pena para o pecado é a morte. Advogado nenhum pode livrar você dessa,
mas Jesus pode. Acompanhe meu raciocínio. No Antigo Testamento, quando um israelita transgredia a
lei, quando pecava, era preciso sacrificar um animal inocente em seu lugar, por exemplo, um cordeiro.
Detalhe: o cordeiro precisava ser sem defeito.
Jesus, por ser sem pecado, foi o único capaz de cumprir a lei, o único que não tinha pensamentos
impuros como nós temos. Apesar de humano, ele não herdou a natureza pecaminosa que nós herdamos
de Adão.
Por que você acha que Jesus foi chamado de “Cordeiro de Deus” (Jo 1:29) por João Batista?
Exatamente. Porque ele veio para ser sacrificado no lugar do pecador, para cumprir a lei. Quando você
vê um ladrão sendo julgado e condenado, você diz que se cumpriu a lei. O raciocínio é o mesmo.
Você se lembra de Adão? Pois é, pela desobediência de um só, muitos se tornaram pecadores. Deus
quis fazer o caminho inverso. Pela obediência de um só, Jesus, e pela sua morte, muitos podem ser
salvos.
Crer em Jesus como seu substituto é a única forma de você ser salvo. Ou você acha que vai chegar lá
cumprindo a lei? Impossível. Aos olhos de Deus você é um adúltero, ladrão e mentiroso. E como já
deve estar me odiando por eu dizer isso, acrescente homicida à lista.
Mas, se você realmente se reconhecer um pecador que depende da graça de Deus para ser salvo, depois
de me escutar esculhambando com você, provavelmente irá dizer: “Mario, você não conhece nem a
metade do que realmente sou”.

8 - Os perdedores

8 - Os perdedores



Mateus 5:1-16
O sermão da montanha é uma das passagens mais conhecidas do evangelho, mas nem sempre uma das
melhor entendidas. Primeiro, o seu alvo são os discípulos que se aproximam de Jesus, não a multidão.
Em segundo lugar, não se trata de uma lista de coisas para você fazer para ser salvo ou se tornar
discípulo de Jesus. Ele está falando das características daqueles que, em todas as épocas, se submetem
a Jesus.
“Reino dos céus” significa um reino que não é da terra, mas celestial; cujo rei esteve aqui, foi
rejeitado e agora está nos céus. Quando Jesus diz “bem-aventurados estes ou aqueles”, é como se
dissesse “felizes estes ou aqueles” que são assim. Assim como? Perdedores assim.
Sim, pois se Jesus, o próprio rei do reino dos céus, foi um perdedor neste mundo, como você espera
que sejam os seus seguidores?
Aí vem alguém e diz: “Ué, mas eu pensei que fosse justamente o contrário, porque vi na TV alguém
dizer que se você vai a Jesus seus problemas desaparecem, seus negócios melhoram, você paga suas
dívidas, resolve problemas conjugais, é curado de todas as doenças e até compra carro novinho em
folha”.
Bem, quem vai a Jesus pensando nisso é igual ao que se casa por interesse; sabe como é, dá o golpe do
baú. Se você está atrás de Jesus para receber alguma outra coisa que não seja o perdão de seus pecados
e a salvação, é bom pensar melhor. Ou você acha que Deus é ingênuo e não enxerga suas intenções?
Veja quem são os bem-aventurados aqui: os pobres de espírito, os que choram, os mansos, os
injustiçados ou cansados das injustiças, os de coração mole que sentem pena dos outros, os que
promovem a paz, os perseguidos por agir corretamente ou por sua fé em Jesus...
Percebeu? Tudo oposto às bem-aventuranças deste mundo, onde são bem-aventurados os
autossuficientes, os que riem, os poderosos, os que se dão bem com as injustiças, os que pisam nos
outros, que promovem a guerra, perseguem e que, obviamente, querem passar bem longe daquele que
neste mundo foi o maior dos perdedores: Jesus.
Só que Deus está chamando os perdedores para o seu reino, não os campeões. Prostitutas, ladrões,
cegos, aleijados — que tipo de pessoa você acha que Jesus veio chamar? E depois de salvos de seus
pecados pelo que Jesus fez na cruz, e não por suas próprias obras, em que você acha que se
transformaram? Nesses bem-aventurados segundo o conceito de Deus, não dos homens.
Quer estar entre eles? Quer ser bem-aventurado eternamente? Então creia em Jesus. Não em um Jesus
bem sucedido e capa de revista, mas no Jesus crucificado. Então você se conhecerá a si mesmo e nos
próximos 3 minutos verá a ruína que você realmente é.

7 - Pescadores de homens

7 - Pescadores de homens



Mateus 4:18-25
Na Galileia Jesus reencontra os irmãos Simão e André. Da primeira vez que se encontraram na Judéia
os dois eram discípulos de João Batista, e escutaram João dizer que Jesus era o Cordeiro de Deus.
Naquela ocasião os dois seguiram a Jesus e Simão ganhou um novo nome, Pedro. Isso está no
primeiro capítulo do Evangelho de João.
Daquela vez eles foram convidados para conhecer onde Jesus morava. Era um chamado para a
salvação, o mesmo que Jesus faz a cada pessoa que tem um primeiro contato com ele. “Você quer
saber onde eu moro? Então venha comigo” (Jo 1:39) é mais ou menos o que ele diz a cada coração. É
um convite para o céu.
No reencontro na Galileia, que é descrito por Mateus, os dois são chamados para o serviço. A ordem é
sempre esta: primeiro você recebe o convite para ser salvo, depois para servir. Primeiro a fé, depois as
obras; primeiro o perdão dos pecados, depois o fruto da fé; primeiro o céu, depois a terra.
Simão e André eram pescadores e Jesus os chamou para serem pescadores de homens. Tudo o que eles
precisavam fazer era seguir a Jesus.
A capacitação e o poder para transformá-los em pescadores de homens viriam de Deus, não de uma
faculdade de teologia ou algo assim. Não seria uma pesca com redes. As redes eles deixaram para trás.
Não era para saírem por aí aprisionando pessoas, mas libertando. Andar com Jesus faria deles iscas
vivas. Eles deviam levar o sabor e a fragrância de Jesus por onde quer que fossem.
O pescador de homens vai onde o peixe está, corre riscos e não faz barulho para não chamar a atenção
para si. Ele fala de Jesus, perdão e salvação, não de religião, costumes ou prosperidade. O tema do
pescador de homens é Jesus, o mais próximo que Deus chegou de suas criaturas. E as boas novas não são
uma lista de tarefas, mas a notícia de que Jesus morreu e ressuscitou para salvar e justificar o pecador.
Neste capítulo 4 do Evangelho de Mateus mais dois pescadores são chamados para se tornarem
pescadores de homens: Tiago e João. Eles imediatamente deixam o barco e seu pai, Zebedeu, e
seguem a Jesus. Imediatamente! Jesus tem prioridade.
Muitos empreendedores, políticos e artistas daquela época tiveram seus nomes apagados pela poeira
dos séculos. Os nomes dos pescadores Pedro, André, João e Tiago só permanecem porque tiveram um
encontro com Jesus e foram chamados a anunciar as boas novas da salvação, que é o que significa a
palavra “evangelho”. Esse encontro tem consequências eternas.
Você já foi pescado? Você já foi chamado? Se já foi, bem vindo ao clube dos perdedores. Nos
próximos 3 minutos.

6 - Pessoa ou religião?

6 - Pessoa ou religião?



Mateus 4:12-17
Ao saber que João Batista está preso, Jesus volta para a Galileia, região onde tinha sido criado. Ali ele
adota Cafarnaum como a base para o seu ministério e é ali que irá a maioria de seus sinais e milagres.
Cafarnaum fica às margens do Mar da Galileia, que na verdade é um lago de água doce com uns de 20
quilômetros de comprimento por 10 de largura. Quando os evangelhos falam de barcos e mar, é a esse
lago que estão se referindo, e quando falam de peixes, provavelmente são tilápias.
O profeta Isaías previu que o Messias habitaria nessa região e que na Galileia dos gentios o povo que
vivia nas trevas veria uma grande luz. Após João Batista, o precursor da Luz que veio ao mundo, ter
sido rejeitado e preso pelos judeus, Jesus, vai para uma região habitada principalmente por não judeus
ou gentios. Na ocasião trata-se da região mais globalizada da Palestina, por onde passa a estrada do
Egito à Babilônia, uma rota comercial internacional.
Embora tivesse vindo para os judeus, a fama do rejeitado Rei de Israel se espalha por toda a Síria.
Aquilo era o embrião da mais internacional de todas as crenças, a fé cristã. As pessoas tentam
acrescentar uma porção de penduricalhos culturais e regionais à fé cristã, mas o fato é que, em sua
essência, ela está concentrada numa pessoa, Jesus, e não numa religião, cultura ou costume.
Boa parte do que você vê por aí, como clero, templos, imagens, vestes e utensílios especiais não
passa de uma grande bobagem que nada tem a ver com Jesus. São coisas que a cristandade
emprestou do judaísmo e de religiões pagãs, na tentativa de tornar a fé cristã identificável por coisas
visíveis.
Oras, quando algo fica visível, já não precisa de fé! Se você crê em Jesus você crê em uma pessoa, no
próprio Deus, que não está sujeito a países, épocas e culturas porque é eterno. A fé cristã se baseia
num fato: o Filho de Deus veio ao mundo, morreu por nossos pecados e ressuscitou ao terceiro dia. É a
fé num Jesus vivo, no céu.
A única parte visível da fé cristã na terra é o corpo de Cristo, a igreja. Não estou falando de uma
construção de pedras ou tijolos, mas daquilo que a Bíblia diz ser igreja, o corpo formado por todos os
que creem em Jesus, que nasceram de novo e foram salvos por ele.
Se a sua fé é numa religião ou organização religiosa, ou em qualquer coisa que não seja a própria
pessoa de Jesus, você está perdendo seu tempo. Religião é a ideia de se fazer algo para nos religar a
Deus. Mas fazer o que, se o que precisava ser feito Jesus já fez?
As últimas palavras de Buda foram “Trabalhem bastante para conquistar a salvação”. As últimas
palavras de Jesus foram “Está consumado” (Jo 19:30).
Afinal, em que você crê, numa pessoa viva ou numa religião morta.
Nos próximos 3 minutos, se você não for pescador será peixe

5 - As respostas

5 - As respostas



Mateus 4:1-11
Antes de iniciar seu ministério Jesus precisa passar por um teste, e é o Espírito Santo quem o leva ao
deserto para ser testado. Enquanto Deus o testa, Satanás o tenta.
Ainda que seja impossível ele fracassar, é importante que Jesus esteja acima de qualquer suspeita, que
prove estar moralmente apto para sua missão. O primeiro Adão, o homem natural, o homem da terra,
não passou no teste. Jesus é o último Adão, o homem do céu, o precursor de uma nova linhagem
espiritual. Passaria ele no teste?
O primeiro Adão sucumbiu diante do fruto proibido, mesmo sem ficar 40 dias em jejum, como Jesus
ficou. O fruto era necessário para alimentar o corpo. Jesus não está diante de um fruto, mas de um
desafio do Diabo: “Se você é o Filho de Deus, mande que estas pedras se transformem em pães” (Mt
4:3).
A resposta de Jesus vem da Palavra de Deus: “Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra
que sai da boca de Deus” (Mt 4:4).
O Diabo o transporta a Jerusalém e o coloca no topo do templo: “Se você é o Filho de Deus, jogue-se
daqui para baixo, Pois está escrito: 'Ele dará ordens a seus anjos a seu respeito, e com as mãos eles o
segurarão, para que você não tropece em alguma pedra'“ (Mt 4:6).
O Diabo usa a própria Palavra de Deus, o Salmo 91. Esta podia ser a oportunidade de Jesus dar um
salto espetacular e ao mesmo tempo provar que os anjos estão ao seu dispor. Pelo menos uns 60 mil
anjos ou doze legiões voariam imediatamente para segurá-lo. Mas ele não faria isso.
A primeira tentação visava satisfazer o corpo, igual ao fruto oferecido a Adão. Agora o Diabo tentava
despertar em Jesus um sentimento de soberba. O fruto do Éden era bom para dar entendimento a Adão
e despertar o sentimento que em outra parte da Bíblia é chamado de “orgulho” ou “soberba da vida”
(1 Jo 2:16).
Outra vez a resposta de Jesus vem da Palavra de Deus: “Não ponha à prova o Senhor, o seu Deus”
(Mt 4:7). Apesar de ser Deus, na sua condição humana Jesus precisou aprender obediência, como um
filho. É aprovado também nesse teste.
O fruto do Éden era agradável à vista, enchia os olhos. Nesta nova versão da tentação Satanás
transporta Jesus a uma alta montanha para que seus olhos se encham com todos os reinos do mundo e
a glória deles. Todos eles estavam nas mãos do Diabo, o usurpador. Jesus pode ficar com tudo, desde
que adore a Satanás. Pela terceira vez a resposta vem da Palavra de Deus: “Adore o Senhor, o seu
Deus e só a ele preste culto” (Mt 4:10).
Todas as respostas de Jesus vêm da Palavra de Deus. E você? De onde vem as suas respostas?
Nos próximos 3 minutos saiba por que a fé de um cristão não está em uma religião.

4 - Bem acompanhado

4 - Bem acompanhado



Mateus 3:13-17
Jesus caminha quase cem quilômetros, da Galileia ao Jordão, só para ser batizado por João Batista. Ele
deve considerar o batismo algo muito importante.
Mas agora João está com um problema. Até ali ele vinha dizendo às pessoas que se arrependessem de
seus pecados e fossem batizadas. E agora, o que fazer com Jesus? Como poderia João, um pecador,
batizar o Filho de Deus sem pecado? Ele iria se arrepender de quê?
De nada. Jesus não tinha de que se arrepender, mas está disposto a ir lado a lado com aqueles que têm
muito de que se arrepender. Você nunca teve alguma situação grave em sua vida, quando alguém se
dispôs a ir junto com você, a ficar do seu lado? Então sabe do que estou falando.
Jesus está pronto a passar junto com o pecador por aquilo que simboliza a morte. Três anos depois ele
teria de enfrentar sozinho o mar profundo do juízo de Deus e suas ondas de terror, morrendo numa
cruz. Mas ele não ficaria na sepultura. Deus o ressuscitaria, para que você não viesse a passar pelo
juízo. Isto se você crer.
Quando Jesus explica a João que fazendo assim está cumprindo toda a justiça, João consente em
batizá-lo.
É aí que temos uma das cenas mais sublimes de toda a Bíblia. Ao sair da água, os céus se abrem e o
Espírito Santo de Deus desce sobre Jesus na forma de uma pomba. Em seguida a voz do Pai ecoa nos
céus: “Este é o meu Filho amado, em quem me agrado” (Mt 3:17).
É aqui que os céticos entram em longas discussões para tentar negar um único Deus em três Pessoas:
Pai, Filho e Espírito Santo. Eles argumentam que essa Trindade não faz sentido. É claro que não faz.
Se a essência de Deus — a própria natureza do Deus infinito — fizesse sentido para a mente humana
tão finita, ele não seria Deus.
A voz é de Deus Pai; a pomba é a forma adotada ali por Deus, o Espírito Santo; e Deus, o Filho, está
ali sendo batizado. Você entende agora porque lá no livro de Gênesis você encontra Deus dizendo
“façamos o homem à nossa imagem e semelhança”? (Gn 1:26). É por isso.
Mas a questão mais importante aqui é esta: Será que Deus pode dizer que se agrada em mim ou em
você? Ele se agradou em seu Filho, Jesus, o único Homem perfeito que andou neste mundo. E eu e
você, como é que ficamos?
Bem, nós precisamos estar em Jesus se quisermos ser do agrado de Deus. Há lugares onde você não
entra se não estiver na companhia da pessoa certa. O céu é assim.
Nos próximos 3 minutos você saberá onde encontrar as respostas corretas.

3 - O precursor do Rei

3 - O precursor do Rei



Mateus 3:1-12
Você se daria ao trabalho de ir até um deserto para ouvir um homem vestido em um manto de pelos de
camelo? E se soubesse que ele se alimentava de gafanhotos e mel, interessaria?
João Batista não é nem um pouco atraente ou diplomático, mas é justamente um homem assim que
Deus escolhe para anunciar a chegada de um reino que não é da terra, mas do céu, e de seu rei, Jesus.
Nada de soldados uniformizados tocando trombetas douradas como nos contos de fadas, mas um João
com aparência de louco foi o escolhido para anunciar uma mensagem nada agradável: “Arrependam-
se, pois o Reino dos céus está próximo” (Mt 3:2).
Quem escuta João e se arrepende é batizado por ele no rio Jordão. Quem não lhe dá ouvidos...
Bem, algumas pessoas estão ali apenas por curiosidade e acabam ouvindo o que não queriam ouvir.
João chama aqueles cidadãos distintos da sociedade judaica de “raça de víboras” (Mt 3:7). Eles são
os fariseus e saduceus.
Os fariseus professam grande devoção à lei de Moisés e são cheios de justiça própria. É claro que há
fariseus sinceros, que se esforçam para levar uma vida correta, mas sinceridade não salva ninguém de
seus pecados. Se você conhece alguém que acha que sua vida correta irá salvá-lo, então já sabe o
modo de pensar de um fariseu.
Os outros alvos das broncas de João eram os saduceus, que duvidavam da ressurreição, não
acreditavam na existência de anjos, na imortalidade da alma e no castigo eterno. Quem são eles hoje?
Os racionais, os céticos, os que colocam sua confiança na ciência, na lógica e na razão.
Fariseus e saduceus acreditam que, por serem descendentes de Abraão, isso lhes dá alguma vantagem
em relação aos outros povos. Mas para Deus a responsabilidade e o arrependimento são questões
individuais.
João avisa que a prova de uma conversão genuína está nos frutos: quem realmente crê na Palavra de
Deus é nascido de novo e isso fica evidente em sua vida. Quem não der fruto — João alerta — será
cortado, como se corta uma árvore, e lançado no fogo. João não mede suas palavras.
Enquanto ele batiza os arrependidos nas águas do Jordão, avisa que aquele Jesus de quem ele fala
batizará uns com o Espírito Santo, mas outros com fogo; recolherá uns ao celeiro de Deus como trigo
precioso, e queimará outros como palha imprestável.
Quem é você: o religioso fariseu ou o cético saduceu. Espero que seja o pecador arrependido. Se assim
for, nos próximos 3 minutos você terá companhia.

2 - De mal a pior

2 - De mal a pior



Mateus 2:1-22
Quando Jesus nasceu, alguns homens sábios do Oriente chegaram a Jerusalém perguntando pelo Rei
de Israel que tinha nascido.
Quando o rei Herodes e os moradores de Jerusalém souberam disso ficaram preocupados. Você
também ficaria se corresse o risco de passar o governo a outro.
E o governo de sua vida, você passaria a Jesus? Ou faria qualquer coisa para evitar isso? Herodes
decidiu que precisava eliminar Jesus.
Aqueles sábios chegaram a Belém com presentes para o menino: ouro, incenso e mirra, uma erva
amarga tirada de uma árvore cheia de espinhos. Apesar de Sua perfeição áurea e fragrância divina,
Jesus estava destinado a amargar uma morte infame. Pregado num madeiro como um criminoso
qualquer.
Depois de encontrarem Jesus, os sábios voltaram por outro caminho. Ninguém volta pelo mesmo
caminho depois de um encontro assim. E ninguém tem um encontro assim se não escutar a voz
daquele que disse: “Eu sou o caminho” (Jo 14:6).
Ao saber que Herodes pretendia matar o menino, José fugiu para o Egito levando Jesus e Maria, e só
voltou depois da morte de Herodes, indo morar em Nazaré.
Jesus acabou ficando conhecido como nazareno, numa época quando as pessoas costumavam dizer
que de Nazaré não vinha coisa alguma que prestasse.
Dá para entender isso? Deus vem ao mundo em um curral, passa suas primeiras noites em um cocho
de alimentar gado, vai viver como refugiado no exílio e acaba indo morar numa cidadezinha
desprezível de pessoas de quinta categoria.
Sabe o que é? Só quem passou por tudo isso pode entender quem está passando por tudo isso. Tristeza,
desprezo, perseguição — você conhece essas coisas, não? Pode ter certeza de que Jesus não veio aqui
a passeio. Ele começou mal e terminou pior.
Agora, tente adivinhar a troco de quê ou por quem Ele fez tudo isso. Você sabe a resposta.
Nos próximos 3 minutos você encontrará um homem que se alimenta de gafanhotos e mel, e se veste
de uma maneira muito estranha.